quinta-feira, 8 de abril de 2010

Munique VI - Daschau


























































Bom, como a maioria ja sabe, estou no Brasil. Deixei o blog totalmente de lado nos ultimos meses, mas vou tentar atualizar e cumprir minha parte na promocao, ainda nao comi o chocolate.







esse texto é de 18.01.10:






Dessa vez contava que a Ana Maria me informasse certo sobre o campo de concentracao em Daschau .
Ela sempre demora um pouco para acordar quando eu entro no carro, normalmente é o tempo de eu sair do estacionamento. Sai do estacionamento e nada dela acordar, dei uns cutucoes e ela acordou, só que eu ja havia “esolhido” a rua de saida.
Como Murphy normalmente me acompanha nas viajens e esta mais esperto que a Ana Maria, nao era a rua certa, mas agente sempre cria um retorno.
Ja eram umas 4 horas, sabia q o campo de concentracao fechava as 5. Umas 4 e meia encontrei o lugar. Até parar o carro e encontra a entrada do prédio de informacoes, ja eram umas 4 e 45.
Falei que queria conhecer o campo,
me disseram q era tarde,
disse q sabia q ja ia fechar, mas q nao me importava.
Eles deixaram e me alugaram o audio .
Sai do ponto de informacao e fui para a direcao errada da entrada. Percebi e voltei correndo para o outro lado, pois nao havia muito tempo.
Entrei no campo e comecou a chover, estava uma tarde fria, deveria estar -3 °C, o engracado é q nao havia pego chuva ainda, só neve, nesta mesma manha inclusive.
Mas estava um entardecer pesado, bem cinzento e uma chuva que gelava a alma. Nao se via a chuva , talvez pelo ceu estar muito cinzento, mas sentia profundamente um gelado na alma.







Daschau foi o primeiro campo de concentracao na Alemanha e foi usado como padrao para criacao de outros.






Entrei no prédio da frente onde os "prisioneiros" chegavam e eram registrados,tinha a história do lugar, o que aconteceu ali, uns videos e alguns objetos, realmente assustador, pensar que pessoas foram tratadas e maltratadas daquela forma é algo que mexe com todos.
Passei meio rapido por tudo e voltei a área aberta para conhecer um dos alojamentos que preservaram.
As camas eram realmente como no filme "A vida é bela", a vida realmente é , mas aquele lugar nao tem nada de belo.
Demorei um pouco para entender que todo aquele campo era formado por alojamentos, que foram demolidos, mantiveram apenas um preservado.
O espaco onde ficavam os alojamentos pareciam tumulos gigantes com numeros na frente representando o alojamento que ali ficava.
Do outro lado do campo, havia uma espécie de capela Judaica. Como ja nao havia muito tempo, resolvir correr la para ver, apesar da chuva.
Chegando la encontrei dois rapazes americanos. Estavam, assim como eu, querendo saber onde ficava a camara de gas.
Depois que sai do museu descobri que ficara ao lado da capela.
Eles comentaram que a tarde era perfeita para aquele lugar horroroso e um tanto sombrio.
Acho que no final foi melhor nao ter conhecido a camara de gas naquele dia, pois estava deprimido pela guaguera do Enzo, que aliás agora ja esta ok, o difcil é fazer o danado parar de falar :-)




Sai de Daschau umas 5 e meia em direcao a Frankfurt.




Ja estava anoite, a estrada carregada e o clima pesado.



Como a casa do Cello ficava mais ou menos no caminho, uns 300 km depois estava em Karlshue, onde “pousei” naquele domingo.
Sai na segunda cedo para trabalhar em Frankfurt.

No final foram cerca de 1500 Km em dois dias e 3 noites, cansativos e solitarios, mas valeu a pena.
Munique é realmente uma cidade muito bonita.







Durante a semana, após Munique, foi jantar em uma lanchonte australiana com um casal de amigos Alemaes.






Depois de comentar qu estive em Munique, e todos aprovarem, comentei que havia ido a Daschau, na mesma hora percei que a expressao deles havia mudado.




A Cristina, mulher do Andreas, fez uma expressao de repudio e me explicou que todos os estudantes na Alemanha sao obrigados a "visitar" aquele lugar, pelo menos duas vezes no tempo de escola e ficam horas la dentro.




Imagino que deve ser algo como aprender com os erros do passado . Percebi que eles tem um sentimento de vergonha muito grande pelo que aconteceu e achei melhor nao tocar mais no assunto.






domingo, 14 de março de 2010

München (5) - MUSEU DA BMW







































































































































































































































































































































































Nao podia ir a Muniche sem conhecer o museu da BMW,
Todos que conhecem a cidade falam que quando tiver em Munique tem que conhecer o Jardim Ingles, ou o lugar que foi a Olimpiada ou....

Mas o que eu queria mesmo era ir na BMW.

Como eu estava sozinho, como sempre, a votacao foi unanime 1 voto a 0.

Ainda no domingo a tarde, ja estava cansado por ter visto o castelo e dirigido 260Km, mas ainda nao estava nem na metade da jornada.

Parei o carro no subsolo do estacionamento da BMW.
É um complexo grande, que engloba a fabrica, os escritórios, o museu e um grande prédio maior do que o museu que se parece a um salao do automóvel.
Como o estacionamento era nesse prédio, dei uma volta antes de ir ao museu.
É bem interessante, existe todos os modelos atuais em diversas versoes, motos, lojas de souvenir e acessórios. Bastante entretenimento high tech, simuladores, demonstracoes de sistemas e novas tecnologias...um bom programa para a família.
Como nao estava com a minha , resolvi ir logo ao museu, que estava ancioso por conhecer.
Atravessando uma passarela aberta, naquela tarde fria de domingo, ja estava no Museu.
Logo na entrada havia um pequeno roadster da marca, apesar de nao me entusiasmar por carros anteriores a decada de 50, simpatizei com este.

Ao entrar recebi um mapa (um tanto confuso assim como o prédio) e o cartao para entrar.
Dessa vez nao havia audio, entao pensei que a visita poderia ser mais rapida e quem sabe ainda daria tempo de ir no campo de concentracao em Daschau.
A arquitetura do museu era também high-tech e causava boa impressao.
Mas estava la para ver os carros e apesar da alta tecnologia da engenharia do prédio, nao achei muito pratica.
Haviam espécies de sessoes, com carros de corrida, roadsters, série 7, esportivos M, protótipos..
Nao eram andares, mas pisos .
Para ir de um piso ao outro existem umas pequenas passarelas, ao lado uma espécie de vitrine gigante, com motos da marca penduradas.
Em cada piso vemos algumas motos e suas descricoes.

A secao de esportivos é legal, mas nao muito grande e com poucos carros.
Quando entrei nessa sala, ouvi um aviso e as portas automaticas se fecharam, a luz diminui e um ruido estridente de motor de competicao tomou conta da sala.
Os teloes comecaram a mostrar videos de corrida e uma voz entusiasmada (a mesma de todos os museus que visitei) comecou a relatar a história de pista da marca.
Nao durou nem 5 minutos, mas foi o suficiente para me arrepiar.

Ao final a luz voltou, as portas se abriram e tudo voltou ao normal.
Os carros como nos outros museus estavam impecáveis.
Havia uma sala grande com uma bmw modelo 2002 e uma Isetta.
O interessante dessa sala é q alem desses carros super bacanas, haviam diversa fotos antigas nas paredes, de pessoas comuns com seus carros em seu tempo.
De um lado a 2002 (esse é o nome do modelo, o ano era 68) que foi muito popular na decada de 60 e 70, do outro lado a Isetta e as fotos.
Passando essa área havia uma secao para os carros de luxo da marca, desde a década de 40 até 90. Uma melhor que a outra.
Depois a ala dos esportivos da marca (M) é fantastica.
Para min a melhor peca do museu é um série 3 M vermelho deve ser 89.
Os roadsters também sao incríveis, havia o famoso 507, Z1, Z3 e o Z8 utilizado no filme do James Bond.
Fora alguns outros detalhes da marca e de como se desenvolve um bmw, nao havia nada muito mais interessante.
Senti a falta de um monte de carros importantes.
Rodei, rodei e nao os encotrei, perguntei a um funcionario do museu (que parecia entender alguma coisa) sobre o E30, se havia algum modelo desse converível. Ele demorou um pouco para entender o q era E30, para minha surpresa. Sao os série 3 da decada de 80, também nao sabia o que significava antes, mas todo mundo aqui conhece esse modelo assim...Bom, nao tinha nenhum para minha decepcao.
Dei mais uma olhada nos carros que ja havia visto, fui me despedir da Isetta e da M3.
Sai do Museu, um pouco desapontado.
Passei mais uma vez no salao do automóvel da BMW, estava cheio, diferente do museu.
A BMW sabe ganhar dinheiro, museu nao serve para isso, ja exposicao de modelos novos e tecnologias.....
Corri para o elf pai , eram 16:00, o próximo destino seria Daschau.