Bom, como a maioria ja sabe, estou no Brasil. Deixei o blog totalmente de lado nos ultimos meses, mas vou tentar atualizar e cumprir minha parte na promocao, ainda nao comi o chocolate.
esse texto é de 18.01.10:
Dessa vez contava que a Ana Maria me informasse certo sobre o campo de concentracao em Daschau .
Ela sempre demora um pouco para acordar quando eu entro no carro, normalmente é o tempo de eu sair do estacionamento. Sai do estacionamento e nada dela acordar, dei uns cutucoes e ela acordou, só que eu ja havia “esolhido” a rua de saida.
Como Murphy normalmente me acompanha nas viajens e esta mais esperto que a Ana Maria, nao era a rua certa, mas agente sempre cria um retorno.
Ja eram umas 4 horas, sabia q o campo de concentracao fechava as 5. Umas 4 e meia encontrei o lugar. Até parar o carro e encontra a entrada do prédio de informacoes, ja eram umas 4 e 45.
Falei que queria conhecer o campo,
me disseram q era tarde,
disse q sabia q ja ia fechar, mas q nao me importava.
Eles deixaram e me alugaram o audio .
Sai do ponto de informacao e fui para a direcao errada da entrada. Percebi e voltei correndo para o outro lado, pois nao havia muito tempo.
Entrei no campo e comecou a chover, estava uma tarde fria, deveria estar -3 °C, o engracado é q nao havia pego chuva ainda, só neve, nesta mesma manha inclusive.
Mas estava um entardecer pesado, bem cinzento e uma chuva que gelava a alma. Nao se via a chuva , talvez pelo ceu estar muito cinzento, mas sentia profundamente um gelado na alma.
Ela sempre demora um pouco para acordar quando eu entro no carro, normalmente é o tempo de eu sair do estacionamento. Sai do estacionamento e nada dela acordar, dei uns cutucoes e ela acordou, só que eu ja havia “esolhido” a rua de saida.
Como Murphy normalmente me acompanha nas viajens e esta mais esperto que a Ana Maria, nao era a rua certa, mas agente sempre cria um retorno.
Ja eram umas 4 horas, sabia q o campo de concentracao fechava as 5. Umas 4 e meia encontrei o lugar. Até parar o carro e encontra a entrada do prédio de informacoes, ja eram umas 4 e 45.
Falei que queria conhecer o campo,
me disseram q era tarde,
disse q sabia q ja ia fechar, mas q nao me importava.
Eles deixaram e me alugaram o audio .
Sai do ponto de informacao e fui para a direcao errada da entrada. Percebi e voltei correndo para o outro lado, pois nao havia muito tempo.
Entrei no campo e comecou a chover, estava uma tarde fria, deveria estar -3 °C, o engracado é q nao havia pego chuva ainda, só neve, nesta mesma manha inclusive.
Mas estava um entardecer pesado, bem cinzento e uma chuva que gelava a alma. Nao se via a chuva , talvez pelo ceu estar muito cinzento, mas sentia profundamente um gelado na alma.
Daschau foi o primeiro campo de concentracao na Alemanha e foi usado como padrao para criacao de outros.
Entrei no prédio da frente onde os "prisioneiros" chegavam e eram registrados,tinha a história do lugar, o que aconteceu ali, uns videos e alguns objetos, realmente assustador, pensar que pessoas foram tratadas e maltratadas daquela forma é algo que mexe com todos.
Passei meio rapido por tudo e voltei a área aberta para conhecer um dos alojamentos que preservaram.
As camas eram realmente como no filme "A vida é bela", a vida realmente é , mas aquele lugar nao tem nada de belo.
Demorei um pouco para entender que todo aquele campo era formado por alojamentos, que foram demolidos, mantiveram apenas um preservado.
O espaco onde ficavam os alojamentos pareciam tumulos gigantes com numeros na frente representando o alojamento que ali ficava.
Do outro lado do campo, havia uma espécie de capela Judaica. Como ja nao havia muito tempo, resolvir correr la para ver, apesar da chuva.
Chegando la encontrei dois rapazes americanos. Estavam, assim como eu, querendo saber onde ficava a camara de gas.
Depois que sai do museu descobri que ficara ao lado da capela.
Eles comentaram que a tarde era perfeita para aquele lugar horroroso e um tanto sombrio.
Acho que no final foi melhor nao ter conhecido a camara de gas naquele dia, pois estava deprimido pela guaguera do Enzo, que aliás agora ja esta ok, o difcil é fazer o danado parar de falar :-)
Passei meio rapido por tudo e voltei a área aberta para conhecer um dos alojamentos que preservaram.
As camas eram realmente como no filme "A vida é bela", a vida realmente é , mas aquele lugar nao tem nada de belo.
Demorei um pouco para entender que todo aquele campo era formado por alojamentos, que foram demolidos, mantiveram apenas um preservado.
O espaco onde ficavam os alojamentos pareciam tumulos gigantes com numeros na frente representando o alojamento que ali ficava.
Do outro lado do campo, havia uma espécie de capela Judaica. Como ja nao havia muito tempo, resolvir correr la para ver, apesar da chuva.
Chegando la encontrei dois rapazes americanos. Estavam, assim como eu, querendo saber onde ficava a camara de gas.
Depois que sai do museu descobri que ficara ao lado da capela.
Eles comentaram que a tarde era perfeita para aquele lugar horroroso e um tanto sombrio.
Acho que no final foi melhor nao ter conhecido a camara de gas naquele dia, pois estava deprimido pela guaguera do Enzo, que aliás agora ja esta ok, o difcil é fazer o danado parar de falar :-)
Sai de Daschau umas 5 e meia em direcao a Frankfurt.
Ja estava anoite, a estrada carregada e o clima pesado.
Como a casa do Cello ficava mais ou menos no caminho, uns 300 km depois estava em Karlshue, onde “pousei” naquele domingo.
Sai na segunda cedo para trabalhar em Frankfurt.
No final foram cerca de 1500 Km em dois dias e 3 noites, cansativos e solitarios, mas valeu a pena.
Munique é realmente uma cidade muito bonita.
Sai na segunda cedo para trabalhar em Frankfurt.
No final foram cerca de 1500 Km em dois dias e 3 noites, cansativos e solitarios, mas valeu a pena.
Munique é realmente uma cidade muito bonita.
Durante a semana, após Munique, foi jantar em uma lanchonte australiana com um casal de amigos Alemaes.
Depois de comentar qu estive em Munique, e todos aprovarem, comentei que havia ido a Daschau, na mesma hora percei que a expressao deles havia mudado.
A Cristina, mulher do Andreas, fez uma expressao de repudio e me explicou que todos os estudantes na Alemanha sao obrigados a "visitar" aquele lugar, pelo menos duas vezes no tempo de escola e ficam horas la dentro.
Imagino que deve ser algo como aprender com os erros do passado . Percebi que eles tem um sentimento de vergonha muito grande pelo que aconteceu e achei melhor nao tocar mais no assunto.
poxa primo, pena não ter feito uma visita com mais tempo. sábado agora visitei um local parecido, mas em proporções infinitamente menores. fui ao museu da resistência na estção pinacoteca, em são paulo, onde ficaram presos, foram torturados e morreram alguns presos na ditadura. estranho visitar esses locais, dá impressão de que o tempo não passou por ali!
ResponderExcluirtá no brasil mas vai voltar pra lá, ou fica de vez? beijão
É uma tristeza para toda a humanidade, a crueldade ter de ficar registrada para que não nos esquecemos... pois sabemos que provavelmente poderiamos fazer tudo de novo, que Deus nos perdoe!!!
ResponderExcluirMarilia
maravilhoso blog, parabens!!
ResponderExcluirabração