sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lavida Ta en paus


nao tinha visto esse carro da vw ainda, vi aqui.

posto de gasolina em ARV


Ok, sei que as vezes sou meio repetitivo,
mas li em algum lugar que no inicio da fase de desenvolvimento ( a qual voce esta hoje filho),
as criancas veem a mesma coisa por diversas vezes consecutivas e memorizam partilhadamente a informacao. Por isso meu filho, voce ve 37 vezes em um final de semana o DVD do cebolinha viajando no tempo.
Sim dvd, voce fala fita por que ouviu a sua mae dizer, mas na verdade voce nao faz idéia do que é uma fita (K7).

Entao comentarei sobre a rotina matinal em Arvisdajaur, morando em um quarto de hotel.

Só nao trabalhamos de domingo, entao todos os outros dias da semana sao praticamente iguais.

Antes de me arrumar, dou uma espiada na janela, pois dela consigo ver o termometro do hotel, que fica localizado na rua principal, que também é a principal estrada da regiao, leva ao norte ou ao sul, uma via, só duas opcoes.
Nao preciso de GPS aqui, vejo no mapa, o destino sera sempre norte ou sul, como normalmente minha nocao de direcao me ajuda identificar cada lado, a chance de errar é praticamente nula.
Voltando ao tema,
nao sei muito por que olho o termometro, pois meu vestuario no final das contas nao vai ser muito diferente, ja que a temperatura nao sera maior que -10 (melhor das hipóteses), mas que provavelmente estara abaixo de -15.
Conversando com um colega que esta passando frio nos EUA, comentei que até -20°C esta ok para min, é frio pacas, mas suportavel, pois depois disso entre outras coisas a respiracao comeca a ficar dificil...,
entao ele me disse, "Para min, abaixo de + 15 nao esta nada bom, so brasileiro pô!!".
Ta certo Rafa, concordo, mas, como ja dizia aquela conhecido velinho com cabelo espetado e lingua de fora, aqui as referencias mudam um pouco. Depois de passar dias com temperatura na casa, de -20, -23, -28, -32 e chegando a incrívies -38°C, uma noite com -16° (como hoje) se torna "agradavel".

voltando novamente ao tema,
olhando no termometro , se tiver -12 ou -25 a roupa nao vai mudar muito, sera mais o espírito para enfrentar o clima .
Colocarei uma calca tipo segunda pele, uma outra calca por cima, uma meia grossa, uma bota, uma camisa tipo segunda pele, uma camiseta por cima, dependedo do caso uma camisa, depois uma blusa de flanela quente e por fim, o que faz a diferenca é uma jaqueta da empresa, tem uns 27 forros, que sao removiveis mas nunca tirei nenhum deles, com + de 132 bolsos.
Essa jaqueta foi desenvolvida justamente para usarmos aqui. Nessa época, metade das pessoas que estao nas ruas, sao da empresa e usasm essa jaqueta, posso dizer que se na ultima semana de inverno eu me atrasar para acordar, minha jaqueta me chama, pois ja sabe o itinerario certinho.
Mas tudo bem, como bem disse, existe um monte de outras roupas por baixo e a jauqeta esta sempre limpinha.
mas isso nao é tudo, tenho que colocar a luva (as vezes duas, dois pares claro) e o gorro, dificilmente uso cachecol aqui, as vezes uma pescoceira de flanela sobre o rosto, óculos também é importante, pois essa época, o sol aparece e fica naquela altura incomoda de se dirigir, com uma claridade intensa refletida no branco, tudo é branco diga se de passagem.

Ja me vesti e estou quase pronto para sair, resta pegar a mochila com o computador, a chave do carro, cracha da empresa e a chave do quarto , que é um cartao claro, mais adiante a similaridade de cartoes nao vai ajudar.

Meu quarto sempre fica milhas de distancia da recepcao e o estacionamento do hotel normalmente esta cheio, o carro tambem costuma nao ficar tao perto. Devo ressaltar que assim como nós, ou ainda menos, os carros também nao sao muito acostumados e definitivamente nao gostam de temperaturas tao baixas.

Chegando no carro, como trabalho todos os dias, o carro nao fica mais que uma noite parado, mas se ficar, dependendo da neve que cair e sempre cai, se nao souber direito onde parou o carro, talvez tenha dificuldade de encontra-lo.
Pois bem, sei onde esta o carro, entao tenho que limpar a neve da porta antes de abri-la, tirar a luva e procurar as chaves em um dos + que157 bolsos,
Murphy sempre tira uma comigo e esconde no ultimo bolso.
Coloco a mochila dentro do carro e como sou esperto, sei que tenho de desengata-lo antes de ligar, lembrando que nunca se usa o freio de mao aqui, pois o freio trava e nunca mais conseguira destravar, na verdade o freio acaba travando, mesmo se nao usar o freio de mao,
uso algumas taticas para isso, mas nem sempre funcionam, vou para frente e para tras antes de estacionar o carro e paro sem tocar no pedal de freio, mas mesmo assim as vezes a roda trava e nao a santo que destrava, me aconteceu diversas vezes de estar testando o carro, parar por alguns segundos e nao conseguir sair por as rodas traseiras estarem bloqueadas.

Voltando., entao deixa o carro sempre engatado ao estacionar.
Para desengata-lo, a essa temperatura, o óleo da trasmissao deve ser algo como uma massa corrida, e a alavanca de cambio esta extremamente dura, piso na embreagem para desengatar o carro antes de ligar, o pedal da embreagem cola no assoalho e nao volta.
Giro a chave de ignicao e depois de algum tempo o motor comeca a dar sinal de vida, insisto na chave e ele pega, fazendo um barulho estrridente de metal batendo e uma fumaca preta, normalmente sao carros diesel.

Bom, com o motor funcionando ja estou apto a iniciar o ritual de limpar os vidros, primeiro tirar a neve, que é tarafa até nao muito dificil, pois a densidade dela a baixas temperature facilitas as coisas. Porém se ouver gelo nos vidros, como normalmente há, preciso raspar com uma espatula, e nao é uma tarefa facil.
Depois de raspar o suficiente para enchegar, assim como os faroís que sao obrigatórios o dia todo, "ja" posso entrar no carro, bato os pés pois se entrar com neve essa vai descongelar evaporar e terei de raspar o vidro por dentro do carro.
O carro ainda esta um gelo dentro, assim como o banco e o volante, com o tanto de roupa e luva, achar o cinto e afivelar também nao é tarefa facil e extremamente chata. Se vc pegar carona, o motorista provavelmente nao vai sair com o carro enquanto nao ouvir o clique do cinto de todos os ocupantes.

"Ja" posso partir e espero ter limpado o vidro suficientemente, para conseguir enchergar e nao bater em nenhuma das diversas Mercedes Classe E ou Cayanne que estao no hotel pelo pessoal de suas Fabricas.
O carro ainda esta na temperatura ambiente, isto é: frio para cacete. o volante é uma imensa pedra de gelo, o aquecedor do carro usa o fluido regrigerenate do motor ( “agua”), que nesse caso ainda esta bem fria, entao ligar o aquecedor nao sera uma tarefa confortante até o motor estar realmente aquecido, o que demora por sinal mais tempo do que meu destino final. Se o carro tiver bancos aquecidos ajuda bastante, pois sao elétricos e a sensacao de estar com a bunda em uma agua quente acontece rapidamente.

Saindo com o carro, se tiver sorte só vou ouvir e sentir um grande estalo do freio descolando na roda traseira e liberando a roda, se nao, ando com o carro arrastando a roda até um asfalto perto e tento com o atrito forcar o destravamento.
Sem grandes sustos parto do hotel rumo ao campo de provas, devo sempre lembrar que apesar de o carro ter pneus de inverno, esses nao sao os mais apropriados para ca, e que os carros daqui usam pneus bem mais adequados, com uma especie de tachinha de aco nos sulcos do pneu que promovem maior aderencia, melhorando bastante na distancias de frenagens e em partidas de cruzamento.
Como "meu" pneu nao tem essas traquetanas, tenho que manter bastante distancia deles e tomar muito cuidado em cruzamentos, o ABS ajuda, mas nao faz milagre e nao contraria as leis da fisica. Pisar no freio é uma tarefa de paciencia, pois até o carro parar por completo vai levar tempo e espaco, muito espaco . Cada manobra tem de ser muito bem pensada, em condicoes baixas de atrito, qualquer movimento brusco no pedal do acelerador, seja pressiona-lo ou mesmo libera-lo, assim como no freio, e "inputs" na direcao, podem provocar comportamentos rebeldes do veículo. O simples fato de tirar o pé do acelerador no meio de uma curva pode ser o suficiente para rodar com o carro, para um motorista mais desavisado.

Antes de entrar no campo de provas ha uma cancela com uma senha, tenho antes que tomar cuidado, pois somente embaixo da cancela tem asfalto limpo, todo o resto do percurso é gelo, ja me aconteceu de quase levar a cancela. Sou precavido e diminuo a velocidade, paro na cancela e aciono o vidro elétrico, que claro nao funciona a essa temperatura, entao tenho que abrir a porta do carro e com o cinto me enforcando, digitar a senha para abrir a cancela.

A cancela abre e caio para dentro do lago, isso mesmo, o lago congelado, é por la que chegamos no escritório, na verdade como tem tratores que preparam a pista e fazem sulcos para promover aderencia no gelo, se nao cairn a faixa lateral que pode ter trachos de buracos com agua, a faixa de "pista" do lago tem mais aderencia do que as vias publicas, que tambem sao limpas regularmente diversas vezes ao dia.

Cheguei na empresa, paro o carro no estacionamento e caminho até a porta de entrada.
Como trabalhamos com diversas montadoras em projetos novos e secretos, todas portas de acesso sao travadas e é preciso passar o cracha para libera-las, nessa hora, os 172 bolsos, os cartoes do banco, chave do hotel, cracha do Brazil costuma nao ajudar muito até achar o cracha daqui,.
Esta aí um dos ponto mai importantes, de dentro para fora da empresa, nao precisa passar cracha, porém se sair sem o cracha e ficar do lado de fora, nao sera uma sensacao nada agradavel. Se nao ouver ninguem saindo ou entrando junto, ficara congelado do lado de fora, pois todas as portas de acessos, garagem, oficinas, precisam do cracha.

Bom, apesar de nao ser um agente secreto, trabalho é trabalho e o meu nao é daqueles que podem ser divulgados, posso garantir que os procedimentos nao param por aqui, e com diversos carros de testes a rotina se repete mais vezes ao dia.

Me dizem que tenho o trabalho do sonho de muitos homens, posso dizer que um bom dia de trabalho é melhor que um dia ruim de pescaria, afinal nao gosto muito de pescar mesmo, mas posso garantir que OLHAM AS PINGAS QUE TOMO, MAS NAO OS TOMBOS QUE LEVO.


PS: estou jantando pela primeira vez no restaurante do hotel, depois de ja ter me hospedado aqui por centenas de dias. Esta lotado de hóspedes previamente reservados, os garcons se surpreenderam qdo eu , um dos hóspedes, que nao esta no grande grupo de Suecos sentados, pediu por jantar, que deveria ser alacarte. Ok, sou um hóspede, entao acharam melhor me oferecerem alguma coisa, no caso o mesmo prato que sera servido a todos os outros, por sorte nao é carne de Rena, é porco. Ok, apesar da noite agradabel de -16, nao estou muito afim de sair e aceitei a opcao.
Agora no pequeno palco tem alguem cantando e contando piada em Suéco, deve ser bom, pois estao todos rindo e aplaudindo.
Ei, ele falou alguma coisa de Brasiliano, ou algo do tipo, mas ninguem sabe que estou aqui, deve ter sido engracado pois riram denovo.
Estou tomando um vinho, sugestao da casa, pela primeira vez por aqui, mais que 2% de alcool .

É engracado, enquanto nos EUA os aposentados vao passear ou morar no calor da Flórida, por aqui na Suécia, os aposentados vem passar o friozinho em ARV, tem sempre bastante turista da terceira idade.
Ja ouvi falar bastante das mulheres Suecas, dizem que sao lindas, devem ser mesmo, quando eu ver uma eu falo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Motos






Andar de moto no verao é facil,


a beira mar, pouca roupa....


Quero ver aguentar a brisa que deve bater a -30°C, quando bati essa foto.




Nao é facil ver motos aqui na Suécia nessa época do ano, acho que faz um pouco de sentido, afinal ficar simplesmente de pé na rua ja nao é uma tarefa facil, em cima de uma moto é uma atividade insana.




Posso garantir, esses caras sim sao locos por motos.




Os alemaes, realmente aproveitam toda e qualquer possibilidade de se exporem a liberdade, desde restaurantes ao ar livre, conversiveis em dias ensolarados a 3°C e motos, eles realmente gostam.




A maioria do pessoal de testes de veículos andam de moto, mais potentes que os carros que rodamos no Brasil, pesando o equivalente a uma barraforte, ABS, controle de tracao e outras traquetanas. Comum aparecerem no fundo de tela dos seus pc com seus brinquedos, em pistas de corridas, com o joelho rasgando curvas do asfalto.




Por 30 dinheiro deles, é possivel pagar para andar seguindo um instrutor em uma pista de corrida por algumas voltas.




Em terras tupiniquins, com 30 dinheiros nossos, acho que o mais próximo que chegamos de uma aventura dessa é pegar carona na garupa de um motoboy e cruzar a 23 de maio na hora do rush.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Rumo ao Norte


Aeroporto Arvisdjaur
















































todos os voos do dia

Inverno no hemisfério norte, again.
depois de longa viagem iniciada no Brasil na segunda feira, escala em Frankfurt, correria para pegar outro aviao para Estocolmo, ja no destino final desse primeiro trecho, fiquei feliz em ver a mala que despachei no brasil estar intacta na esteira. Essas coisas a gente normalmente só da valor quando acontece algo de errado, nao deve ser facil na confusao de tantos aeroportos, com conexoes e milhares de malas circulando, dar tudo certo. Como eu tive q correr para pegar minha conexao, achei que a mala pudesse ter ficado para tras, mas nao ficou. Entao restava só esperar a van do hotel que pousarei anoite, em um ponto de onibus do lado de fora do aeroporto Estolcomo Arlanda, um tanto frio, para quem havia saido do Brasil a mais de 30, positivo.
Tenho uma observacao à fazer, ja presenciei aterrissagens que após a aeronave tocar o chao, os passageiros aplaudem o comandate. Pois bem, alguns empregos e atividades, nao sao permitidos erros, claro que é mérito do piloto uma decolagem e uma aterrizagem segura e confortaval, mas afinal é esse o trabalho deles, nao tem chance de errar. Entao me pergunto, se um dia o aviao tiver caindo, esses passageiros vao fazer o que? Vaiar o comandante? vao gritar Ih..Fora, IH FORA...
tztztz, nao entendo.


Achei que houvesse a oportunidade de conhecer Estocolmo, mas como murphy ao meu lado, tenho apenas algumas horas antes do próximo voo. Além da cidade ficar a uns 60 km de distancia, uma noite de inverno nao ha muito alem de branco a se ver aqui.
Mais uma vez, assim como Washington, Miami, Panama City, nao conheci nada muito além do Aeroporto em Estocolmo.
É engracado como apesar do frio e de condicoes extremamente escorregadias, alguns hotéis tem um layout interessante, com os quartos espalhados em diversas prédios, alguns com 2 andares e escada caracol externa.
Dessa vez Murphy tambem estava cansado e a recepcionista me deu um quarto no terreo, ta certo que tinha que atravessar uma rua e descer outra, tudo no gelo.
Manha seguinte, depois do cafe da manha, checkout, van, as 7 da matina ja estava eu no terminal de voos domésticos do mesmo aeroporto.
Só que dessa vez a estória de ser brasileiro nao me ajudou muito e tive que pagar o excesso de bagagem. Só pode uma mala de até 20 kg, a minha pesava 25, pois do Brasil até aqui sao permitidos 2 malas de 32 kg cada. Me mandaram a outra fila para pagar, entao uma carioca sueca me atende, falando um portugues com bastante sotaque, que nao aguentava mais o frio daqui e que nao tem jeito, eles sao restritos e intolerantes, teria que pagar mesmo.
Embarquei, Aviao bimotor,poucos passageiros, pela primeira vez paguei por agua dentro do aviao, aceitavam até cartao de crédito e davam recibo.
Uma escala em outro aeroporto no caminho, uns 20 minutos antes do destino final, desce uns 4 sobe ninguém.
Entao quarta feira, hora do almoco "ja" estava em Arvisdjaur.
As malas chegaram rapido na esteira, e incrivelmente 4 minutos depois de chegarmos nao havia uma pessoa sequer em todo o aeroporto, nao estou exagerando, nao havia uma alma e isso incluia a pessoa que ficou de me buscar, até os taxistas foram embora, pois o próximo voo seria as 9 da noite.

Como murphy fez questao de deixar o carregador do pc no Brasil, nao tinha onde procurar o numero da empresa para ligar.

Entao depois de procurar bastante, encontrei alguem em um escritório do aeroporto que me ajudou a achar o numero, 5 minutos depois me buscaram.
A semana foi tranquila, bastante trabalho, pouca gente.
Dia de descanso aqui só no domingo mesmo.
Me disseram de uma feira anual em uma cidade uns 100 km ao norte, fui atras de informacoes e fiquei sabendo que nos ultimos anos o domingo foi fraco, mas, como para min o que importa é pegar estrada me planejei para sair "cedo" no domingo.
Em fevereiro os dias comecam a ficar mais longos aqui, as 8 horas da manha o dia "ja" se inicia.
Como o café da manha no hotel aos domingos também só se inicia esse horario, acabei por sair depois das 9.
Tinha feito a trilha sonora no dia anterior na pen drive, afinal o Fiestinha só tem toca fitas. perguntaram se eu queria trocar de carro, pois ele me deixou na mao durante a semana, mas nao aceitei. Gosto dele e tive muito boas impressoes no ano passado, quando testei entre audis, golf, passat . Ele se saiu melhor em condicoes de gelo e neve, com pneu de inverno estreito e o chassi acertado que esse carro tem, é um veículo estremamente agradavel de se guiar aqui.
A estrada estava bonita, um sol bonito, porém com mais gelo que neve, tornando a bem escorregadia, paisagem linda, estar de novo nessas estradas me fazem bem. Porém, me lembram também o quanto perigosas sao, fiquei um trecho de uns 30 km atras de um caminhao, nao havia chance de ultrapassagem, nao ha acostamento e naquele trecho nem baias de estacionar, entao fiquei 30 km sem enxergar direito devido ao spray de neve que o caminhao levanta. A situacao ainda mais desconfortavel é quando se cruza com outro caminhao no sentido contrario e entao passam segundos sem enxergar absolutamente nada.
Bom, cheguei a Jokkmokk, que para minha surpresa a mais de 150 km de distancia. Para chegar e voltar com a claridade do dia que se encerra por volta das 15h, teria de sair de la antes das 13h. Ja Eram quase meio dia, uma cidade interessante, nao muito diferente da de origem, mas ainda mais turística e movimentada, é claro apesar de Murphy ter se comportado bem no caminho, ja tinha ido um dia antes e encerrado a feira. Dei uma volta, entrei em uma igreja de madeira, tirei
umas fotos e cai na estrada novamente para aproveitar a luz do dia.
Posso afirmar que foi o mais norte do mundo que eu ja havia estado.
ja no caminho de volta, procurei em uns vilarejos lugares que pudessem haver Elkes, que sao animais como os Alces, prém maiores e de mais de uma tonelada, mas nao encontrei.
No fim, consegui chegar no hotel ao entardecer, ou anoitecer das 15h.