Aeroporto Arvisdjaur
Inverno no hemisfério norte, again.
depois de longa viagem iniciada no Brasil na segunda feira, escala em Frankfurt, correria para pegar outro aviao para Estocolmo, ja no destino final desse primeiro trecho, fiquei feliz em ver a mala que despachei no brasil estar intacta na esteira. Essas coisas a gente normalmente só da valor quando acontece algo de errado, nao deve ser facil na confusao de tantos aeroportos, com conexoes e milhares de malas circulando, dar tudo certo. Como eu tive q correr para pegar minha conexao, achei que a mala pudesse ter ficado para tras, mas nao ficou. Entao restava só esperar a van do hotel que pousarei anoite, em um ponto de onibus do lado de fora do aeroporto Estolcomo Arlanda, um tanto frio, para quem havia saido do Brasil a mais de 30, positivo.
Tenho uma observacao à fazer, ja presenciei aterrissagens que após a aeronave tocar o chao, os passageiros aplaudem o comandate. Pois bem, alguns empregos e atividades, nao sao permitidos erros, claro que é mérito do piloto uma decolagem e uma aterrizagem segura e confortaval, mas afinal é esse o trabalho deles, nao tem chance de errar. Entao me pergunto, se um dia o aviao tiver caindo, esses passageiros vao fazer o que? Vaiar o comandante? vao gritar Ih..Fora, IH FORA...
tztztz, nao entendo.
Achei que houvesse a oportunidade de conhecer Estocolmo, mas como murphy ao meu lado, tenho apenas algumas horas antes do próximo voo. Além da cidade ficar a uns 60 km de distancia, uma noite de inverno nao ha muito alem de branco a se ver aqui.
Mais uma vez, assim como Washington, Miami, Panama City, nao conheci nada muito além do Aeroporto em Estocolmo.
É engracado como apesar do frio e de condicoes extremamente escorregadias, alguns hotéis tem um layout interessante, com os quartos espalhados em diversas prédios, alguns com 2 andares e escada caracol externa.
Dessa vez Murphy tambem estava cansado e a recepcionista me deu um quarto no terreo, ta certo que tinha que atravessar uma rua e descer outra, tudo no gelo.
Manha seguinte, depois do cafe da manha, checkout, van, as 7 da matina ja estava eu no terminal de voos domésticos do mesmo aeroporto.
Só que dessa vez a estória de ser brasileiro nao me ajudou muito e tive que pagar o excesso de bagagem. Só pode uma mala de até 20 kg, a minha pesava 25, pois do Brasil até aqui sao permitidos 2 malas de 32 kg cada. Me mandaram a outra fila para pagar, entao uma carioca sueca me atende, falando um portugues com bastante sotaque, que nao aguentava mais o frio daqui e que nao tem jeito, eles sao restritos e intolerantes, teria que pagar mesmo.
Embarquei, Aviao bimotor,poucos passageiros, pela primeira vez paguei por agua dentro do aviao, aceitavam até cartao de crédito e davam recibo.
Uma escala em outro aeroporto no caminho, uns 20 minutos antes do destino final, desce uns 4 sobe ninguém.
Entao quarta feira, hora do almoco "ja" estava em Arvisdjaur.
As malas chegaram rapido na esteira, e incrivelmente 4 minutos depois de chegarmos nao havia uma pessoa sequer em todo o aeroporto, nao estou exagerando, nao havia uma alma e isso incluia a pessoa que ficou de me buscar, até os taxistas foram embora, pois o próximo voo seria as 9 da noite.
Como murphy fez questao de deixar o carregador do pc no Brasil, nao tinha onde procurar o numero da empresa para ligar.
Entao depois de procurar bastante, encontrei alguem em um escritório do aeroporto que me ajudou a achar o numero, 5 minutos depois me buscaram.
A semana foi tranquila, bastante trabalho, pouca gente.
Dia de descanso aqui só no domingo mesmo.
Me disseram de uma feira anual em uma cidade uns 100 km ao norte, fui atras de informacoes e fiquei sabendo que nos ultimos anos o domingo foi fraco, mas, como para min o que importa é pegar estrada me planejei para sair "cedo" no domingo.
Em fevereiro os dias comecam a ficar mais longos aqui, as 8 horas da manha o dia "ja" se inicia.
Como o café da manha no hotel aos domingos também só se inicia esse horario, acabei por sair depois das 9.
Tinha feito a trilha sonora no dia anterior na pen drive, afinal o Fiestinha só tem toca fitas. perguntaram se eu queria trocar de carro, pois ele me deixou na mao durante a semana, mas nao aceitei. Gosto dele e tive muito boas impressoes no ano passado, quando testei entre audis, golf, passat . Ele se saiu melhor em condicoes de gelo e neve, com pneu de inverno estreito e o chassi acertado que esse carro tem, é um veículo estremamente agradavel de se guiar aqui.
A estrada estava bonita, um sol bonito, porém com mais gelo que neve, tornando a bem escorregadia, paisagem linda, estar de novo nessas estradas me fazem bem. Porém, me lembram também o quanto perigosas sao, fiquei um trecho de uns 30 km atras de um caminhao, nao havia chance de ultrapassagem, nao ha acostamento e naquele trecho nem baias de estacionar, entao fiquei 30 km sem enxergar direito devido ao spray de neve que o caminhao levanta. A situacao ainda mais desconfortavel é quando se cruza com outro caminhao no sentido contrario e entao passam segundos sem enxergar absolutamente nada.
Bom, cheguei a Jokkmokk, que para minha surpresa a mais de 150 km de distancia. Para chegar e voltar com a claridade do dia que se encerra por volta das 15h, teria de sair de la antes das 13h. Ja Eram quase meio dia, uma cidade interessante, nao muito diferente da de origem, mas ainda mais turística e movimentada, é claro apesar de Murphy ter se comportado bem no caminho, ja tinha ido um dia antes e encerrado a feira. Dei uma volta, entrei em uma igreja de madeira, tirei
umas fotos e cai na estrada novamente para aproveitar a luz do dia.
Posso afirmar que foi o mais norte do mundo que eu ja havia estado.
ja no caminho de volta, procurei em uns vilarejos lugares que pudessem haver Elkes, que sao animais como os Alces, prém maiores e de mais de uma tonelada, mas nao encontrei.
No fim, consegui chegar no hotel ao entardecer, ou anoitecer das 15h.
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